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Audiência discute cava subaquática de Cubatão

Com o objetivo de discutir os problemas sociais e ambientais causados pela cava subaquática de Cubatão, uma audiência pública foi realizada na terça-feira (15/5) com especialistas e moradores da região. A iniciativa do encontro foi do deputado Raul Marcelo (PSOL). Segundo Eduardo Annunciato, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente (Fenatema), a cava situada entre as cidades de Santos e Cubatão é um buraco do tamanho do estádio do Maracanã, com o equivalente a nove andares de profundidade. Ele explicou que a cava surgiu devido ao aumento da calha por onde passam os navios maiores. "Estão mexendo e retirando esses detritos do canal, contaminados com metais pesados, e têm de dar um destino a isso. Então, criaram esse poço enorme e estão jogando tudo dentro", afirmou. Dessa forma, as partículas são levadas pela maré e contaminam a pesca da região. Técnico químico da Associação de Combate aos Poluentes (ACPO), Márcio Antônio Mariano explicou a gravidade da situação da cava, preenchida por elementos químicos poluentes. "Os metais mais perigosos estão presentes dentro do estuário, que está sendo mobilizado. Mexer nesses sedimentos que estavam parados ali há décadas representa um perigo muito grande. Não quero dizer que deveria deixar parado, pois existe tecnologia para tratar esse sedimento contaminado. É cara, mas existe." O deputado Raul Marcelo relatou que a discussão sobre o problema é muito forte no litoral. "Essa audiência é para ouvir todas as partes, sobretudo os especialistas, representantes das empresas. A Baixada Santista é uma região muito importante, a Assembleia tem de estar atenta para o que acontece ali para conservar não só as comunidades ribeirinhas, os indígenas e os caiçaras, mas também os turistas." Dentre os representantes da aldeia indígena Paranapuã, estava o líder Dida Karaí. Ele descreveu como a população que vive no local e precisa da pesca para sobreviver acaba sofrendo com a contaminação. "Prejudica os pescadores, contamina os peixes e alguns vão morrendo, se desviando. Nós indígenas somos contrários a esse empreendimento. Isso também afeta as comunidades tradicionais que vivem nesse local." Também estavam presentes o deputado Carlos Giannazi (PSOL), a química da Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais (CPEA) Patrícia Ferreira Silvério, a bióloga Silvia Sartor e o mestre em engenharia urbana Elio dos Santos.
16/05/2018 (00:00)
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