Caso Henry Borel: com oito dias de duração, julgamento é considerado o mais longo no TJRJ
O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, foi retomado nesta segunda-feira, 1º de junho, às 10h30, com o depoimento do perito legista Leonardo Huber Tauil. Com oito dias de duração, o julgamento já é considerado o mais longo realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, contando com dois réus e mais de 20 testemunhas.
Leonardo Tauil assinou o laudo de necrópsia do menino no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto. A um questionamento da juíza Elizabeth Machado Louro, que preside a sessão no II Tribunal do Júri, ele respondeu que o exame durou cerca de 40 minutos. Segundo informou, a conclusão é que a morte foi causada por hemorragia interna devido à laceração hepática de ação contundente.
Diante da pergência apontada sobre a cor dos olhos de Henry, que tinha olhos azuis, e no relatório da necropsia foi assinalada a cor castanha, o perito explicou a ocorrência de um lapso de digitação. Acrescentou, também, que fez o laudo sozinho e somente recebeu o auxílio de cinco outros peritos para responder os quesitos posteriores apresentados a pedido dos delegados, que investigaram o caso.
PC/IA