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Caso Henry Borel: babá do menino é ouvida no sétimo dia de julgamento

O depoimento de Thayná de Oliveira Ferreira, babá de Henry Borel, marcou o início do sétimo dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino de quatro anos. O júri foi retomado neste domingo, 31 de maio, às 11h. A babá, antes de iniciar formalmente o depoimento, respondeu ao questionamento da presidente do júri, juíza Elizabeth Machado Louro, informando que iria se retratar de depoimentos contraditórios anteriores que havia prestado. Desta forma, a magistrada confirmou que ela prestaria depoimento como testemunha. Thayná iniciou seu depoimento relatando à juíza sobre as três vezes em que Jairinho levou o menino Henry para o quarto, fechando a porta, o que lhe causou estranheza e desconfiança sobre possíveis agressões que o menino teria sofrido.  Segundo informou, a primeira vez aconteceu poucos dias após começar a trabalhar como babá, na residência de Jairinho e Monique, no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca. A segunda vez, na véspera do carnaval, e a terceira, no final de fevereiro de 2021. Explicou que, na segunda vez, após o período em que ficou no quarto fechado com Jairinho, Henry saiu mancando e, depois, relatou dores na cabeça. Acrescentou que, nas três ocasiões, a mãe Monique não se encontrava na residência.  A babá disse que, em todas as vezes, relatou os fatos à Monique, por mensagens e, também, quando ela retornou para casa. Falou, ainda, que Henry se mantinha amuado, limitando-se a dizer que tinha caído da cama ou levado uma “banda”, embora ela insistisse em saber se havia acontecido alguma coisa. Ainda indagada pela presidente do II Tribunal do Júri, Thayná relatou que, no dia seguinte ao enterro do menino, foi levada por um assessor de Jairinho, junto com a empregada doméstica da casa, Leila Rosângela, a um escritório de advocacia, onde se encontrou Monique e advogados e assessores de Jairinho.  Ela disse que lá eles buscaram instrui-la sobre o que deveria declarar a uma jornalista que também se encontrava no escritório, assim como no momento de prestar depoimento na delegacia, informando que o casal vivia em harmonia. A babá afirmou que Monique falou para ela apagar as mensagens que as duas haviam trocado pelo celular. Em seguida, Thayná respondeu às perguntas dos advogados de defesa de Monique sobre a suposta omissão da mãe de Henry em relação às mensagens que enviou. Ao ser perguntada sobre a razão de não ter ligado para a polícia, já que desconfiava que o menino sofria torturas, a babá disse que teve medo, pois não chegou a presenciar qualquer ato de violência.  Os advogados de defesa do Jairinho, em seguida, também questionaram as declarações da babá, perguntando se havia algum registro na caderneta da escola onde Henry estudava, de professores relatando terem verificado ocorrência de lesões ou ferimentos no corpo do menino, em 13 de fevereiro, depois de um dos dias que a babá relatou que Jairinho se fechou no quarto com Henry. A babá informou que não havia na caderneta nenhum relato da escola apontando qualquer lesão. Após ter sido suspensa para o almoço dos jurados, a sessão de julgamento foi retomada com a babá respondendo aos questionamentos do Ministério Público, esclarecendo sobre alguns trechos do seu depoimento ao juízo. Os representantes da assistência de acusação optaram por não inquirir a Thayná. Processo nº: 0331377-732021.8.19.0001 JM/MB
31/05/2026 (00:00)
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