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CNJ marca presença em casamento comunitário LGBTQIAPN+ em Goiás

O Fórum Cível da Comarca de Goiânia foi cenário, nesta quinta-feira (21/5), da 2ª edição do Casamento Comunitário LGBTQIAPN+, realizado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e pela Corregedoria do Foro Extrajudicial de Goiás (Cogex). Mais de uma centena de casais celebrou o amor na cerimônia, que contou com a presença do supervisor da Política para a Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ e coordenador nacional do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e de Combate à Discriminação no Poder Judiciário, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Fabio Esteves. “Por orientação sexual e de identidade de gênero, este evento é mais que uma materialização do cumprimento de normativas. O tribunal compreende que políticas públicas são inclusivas e constitucionais”, afirmou ele, ao parabenizar a corte estadual pela nova edição do evento bem-sucedido na promoção de equidade e no enfrentamento à discriminação. Conselheiro do CNJ Fabio Esteves, no casamento comunitário LGBTQIAPN+ do TJGO. Foto: Acaray Martins/TJGO De acordo com o conselheiro, a iniciativa do tribunal goiano alinha-se às diretrizes indicadas pelo Conselho desde a edição da Resolução n. 175/2013, que dispõe sobre habilitação, celebração de casamento civil ou conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo. “A dignidade da pessoa humana e a igualdade perante a lei não são princípios seletivos. Valem para todos os cidadãos goianos, sem qualquer distinção”, enfatizou. Entre os 106 casais que celebraram sua união, estavam Rafael dos Santos Marques e Cristiano dos Santos Marques, que vivem juntos há seis anos e agora puderam oficializar a relação. Durante a cerimônia, Rafael destacou o significado coletivo do momento. “Estamos representando todos aqueles que não conseguiram estar aqui por várias questões. Aqueles que não estão aqui porque as famílias não aceitam a união de pessoas homoafetivas ou por aqueles que já se foram e, infelizmente, não conseguiram estar nesse lugar para realizar este momento”, afirmou. Juntos há dois anos, Patrik Eduardo Morais Alencar e Deivid Morais Alencar também formalizaram a relação. “O companheirismo é o melhor sentimento para nos sentirmos casados. Esse momento simboliza inclusão, de não nos sentirmos discriminados e saber que o amor não precisa se esconder. Isso é uma coisa muito importante para nós”, ressaltou Patrik. O celebrante da cerimônia e corregedor do Foro Extrajudicial, desembargador Anderson Máximo de Holanda, trouxe uma mensagem aos casais de enfrentamento das dificuldades pelo diálogo. “Jamais desanimem com as dificuldades. Sigam firmes em seus objetivos. Se vocês estão hoje aqui oficializando um sonho, às vezes, uma relação já de alguns anos, vocês são fortes e estão mostrando ao companheiro e à companheira de vocês que estão prontos para fazer feliz um ao outro ou à outra. Esse é o verdadeiro significado de um casamento”, disse. Durante a cerimônia, proferiram palavras de apoio e manifestaram desejos de felicidades aos casais o presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, que compareceu acompanhado da esposa, Luciene Camargo; o corregedor-geral da Justiça de Goiás, desembargador Marcus da Costa Ferreira; a diretora do Foro da Comarca de Goiânia, juíza Patricia Bretas; e o coordenador do Comitê de Equidade e Diversidade de Gênero do TJGO, juiz Francisco Gonçalves Saboia Neto. Diálogo e integração Em Goiânia, o conselheiro Fabio Esteves realizou ainda uma visita ao TJGO. Durante encontro com integrantes do Comitê de Equidade e Diversidade de Gênero do TJGO, foram apresentadas as principais ações e boas práticas desenvolvidas voltadas à proteção e à promoção dos direitos da população LGBTQIAPN+ em Goiás. “O casamento comunitário LGBTQIAPN+ já está em sua segunda edição e será uma política permanente do TJGO. Desenvolvemos a Cartilha de Gênero e Diversidade e preparamos, em parceria com a Coordenadoria da Infância e Juventude, uma cartilha sobre adoção para casais LGBTQIAPN+, reforçando que a adoção é um direito de todas as pessoas”, ressaltou o juiz Francisco Gonçalves Souza Neto, que é presidente do comitê. No período da tarde, o conselheiro se reuniu com representantes da Coordenadoria de Igualdade Racial (CIR) e da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário estadual. “A aproximação do Conselho Nacional de Justiça com o trabalho das comissões do Tribunal de Goiás enriquece o processo de construção e execução de políticas contra o racismo”, declarou o conselheiro. Ele destacou ainda o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, guia elaborado pelo CNJ para orientar magistrados e operadores do Direito a considerarem os impactos do racismo estrutural e as desigualdades raciais na condução de processos judiciais. Segundo ele, a finalidade da visita é o diálogo: “O objetivo é sentar ao lado dos tribunais, construir caminhos em conjunto, ouvir, dialogar e fortalecer a magistratura. Temos buscado uma atuação mais próxima da realidade vivida pelos tribunais estaduais e das pessoas atendidas pelo sistema de justiça”. Texto: Mariana Mainenti Edição: Sarah Barros Revisão: Caroline Zanetti Agência CNJ de Notícias, com informações do TJGO Número de visualizações: 22
22/05/2026 (00:00)
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