Transição ao baixo carbono é tema de palestra no Espaço Cultura na Justiça
Palestra apresentou reflexões acerca dos desafios e oportunidades da transição ecológica no país
O Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa, do Centro Cultural do Poder Judiciário do Rio de Janeiro (CCPJ), promoveu uma palestra do Núcleo de Pesquisa de Meio Ambiente e Clima nesta sexta-feira, 22 de maio. Com o tema “Transição ao baixo carbono, economia e natureza: a contribuição das soluções baseadas na natureza do Brasil”, o encontro apresentou reflexões acerca dos desafios e oportunidades da transição ecológica no país.
O encontro ocorreu no Espaço Cultura na Justiça, no Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro, e foi aberto pelo diretor do Observatório de Pesquisas, Luã Jung, que representou a coordenadora do CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, e a diretora do CCPJ, Ana Paula Teixeira Delgado.
Meio Ambiente e Desenvolvimento
“Akaiaka” é uma palavra de origem indígena usada para nomear uma árvore grande e majestosa. Também foi a palavra escolhida pelo desembargador Wagner Cinelli para nomear uma produção audiovisual autoral, onde narra de forma poética o conflito entre indígenas e europeus nas terras brasileiras. O vídeo abriu o debate sobre as mudanças climáticas ocasionadas pela intensificação da produção de gás carbônico, decorrente da atuação humana.
“Ao longo da história, a humanidade desenvolveu tecnologias visando a segurança, o conforto e o aumento de renda. No entanto, algumas descobertas deram um salto na emissão de gases do efeito estufa, como o uso do carvão e do petróleo como fontes de energia. Outro problema muito comum no Brasil que também contribui para o aumento da temperatura na Terra é o desmatamento”, disse o professor e economista Winston Fritsch.
Ações necessárias
O docente mostrou, ainda, dados anuais e as consequências da emissão de carbono e a possibilidade de criação de soluções estratégicas baseadas na natureza para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, considerando seus impactos sobre políticas públicas, mercados e direitos socioambientais.
Para o professor e desembargador Elton Martinez Carvalho Leme, é preciso que os projetos saiam do discurso e sejam materializados. “A nossa principal necessidade, como um ser vivo, é a água. E só teremos um ciclo hídrico saudável se tivermos florestas. Precisamos partir para a ação na conservação de florestas, na preservação de ecossistemas e no reflorestamento das áreas degradadas.”
A professora e pesquisadora Roberta Oliveira Lima encerrou a palestra, apontando a importância de refletir sobre Direito Ambiental. “As mudanças climáticas afetam todo o planeta e, consequentemente, o Direito Ambiental. As instituições devem começar a repensar sua atuação no assunto a fim de evitar que o mundo chegue em um ponto de inflexão”.
KB/IA
Foto: Brunno Dantas/TJRJ