Exposição do Centro Cultural destaca o papel da publicidade na prevenção da tuberculose no Brasil
Diretora do CCPJ, Ana Paula Teixeira Delgado, fala durante a abertura da exposição
Quando se trata da prevenção de uma doença tão disseminada quanto a tuberculose, a publicidade desempenha um papel importante ao ampliar a conscientização do público e disseminar informações qualificadas. Com base nisso, a exposição “Memória da Publicidade na prevenção da Tuberculose no Brasil” apresenta a trajetória de campanhas de comunicação voltadas ao enfrentamento da doença e propõe ao público refletir sobre a evolução das estratégias de prevenção no país.
Inaugurada nesta segunda-feira, 6 de julho, no Espaço da Cultura do Poder Judiciário, a mostra é fruto de uma parceria entre o Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), o Centro de Referência Professor Hélio Fraga da Fundação Oswaldo Cruz (CRPHF/Fiocruz) e o Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio de imagens históricas de cartazes, folhetos e selos, o projeto retrata a trajetória do combate à doença, desde o período em que o tratamento se baseava no isolamento em sanatórios, passando pela revolução dos antibióticos na década de 1940, até chegar às campanhas atuais. A exposição ficará disponível até o final de julho, mediante agendamento prévio.
"Queremos chamar a atenção para um fato extremamente importante: a tuberculose é uma doença muito antiga e já deveria ter sido erradicada no Brasil e em vários outros países. Infelizmente isso ainda não aconteceu. Com a exposição, queremos mostrar como o trabalho da publicidade é importante para auxiliar na prevenção e na erradicação da tuberculose", afirmou a diretora do CCPJ, Ana Paula Teixeira Delgado.
Uma emergência que persiste
Apesar dos avanços científicos que foram alcançados no decorrer dos anos, a tuberculose continua sendo um grave problema de saúde pública no Brasil. Em 2024, o país registrou cerca de 84 mil novos casos e aproximadamente 6 mil óbitos, com o Rio de Janeiro sendo o segundo estado com maior incidência da doença.
A farmacêutica Erica Fernandes da Silva, representante da Fiocruz, destacou que a decisão de levar ao CCPJ a mostra, desenvolvida pelo Serviço de Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (SEPDT) do CRPHF, faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso à informação para além das unidades de saúde. "A necessidade dessa expansão se deve ao momento em que estamos vivendo. Precisamos informar à população que a tuberculose tem cura e que o SUS oferece tratamento gratuitamente”, explicou.
VM/IA
Fotos: Brunno Dantas / TJRJ