Pesquisas discutem como decisões judiciais influenciam políticas públicas de saúde
Como decisões judiciais influenciaram a abertura de leitos de UTI e a implementação de política pública durante a pandemia de Covid-19? A resposta é um dos temas que estarão em debate durante o Seminário de Pesquisas Empíricas Aplicadas às Políticas Judiciárias – Judicialização da Saúde promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O evento, que reúne outros três trabalhos, ocorre na quinta-feira (6/8), das 17h às 19h, por meio da Plataforma Cisco Webex, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube.
As apresentações e debates serão coordenados pela juíza auxiliar da Presidência Luciana da Veiga Oliveira. Ao longo do seminário, pesquisadores de universidades, de órgãos e instituições públicas apresentarão os quatro estudos. Os trabalhos abordam a judicialização durante a pandemia de Covid-19, a efetividade das decisões em demandas de assistência à saúde, estratégias para reduzir a judicialização no Sistema Único de Saúde (SUS) e o papel dos Núcleos de Apoio Técnico do Judiciário (Nat-Jus) na tomada de decisões judiciais.
Confira a programação
O evento contribui para aproximar a produção acadêmica da atuação do sistema de Justiça e traz argumentos para aperfeiçoar políticas públicas do Judiciário. É o caso do estudo “Saúde e Direito na pandemia de Covid-19: a judicialização da política pública no Rio Grande do Norte”. Os autores analisaram 111 decisões liminares relacionadas ao acesso a leitos de UTI entre março de 2020 e abril de 2021.
Política pública
A pesquisa demonstra que, durante a crise sanitária, decisões judiciais no estado da Região Norte passaram a influenciar a implementação da política pública de saúde, evidenciando o papel assumido pelo Poder Judiciário em um cenário de elevada demanda por atendimento. O trabalho foi escrito pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Raquel Maria da Costa Silveira e pelos servidores do Ministério da Saúde no Rio Grande do Norte (MPRN) e do Ministério Público Rio Grande do Norte (MPRN), respectivamente, Flávio Luiz Carneiro e Edson Lucas Pereira dos Santos.
Em seguida, o tema abordado será “Estudo empírico sobre a efetividade da prestação jurisdicional nas tutelas provisórias de urgência das demandas de assistência à saúde na comarca de Sobral, no Ceará, com o advento do processo judicial eletrônico. Os autores são a advogada e pesquisadora Géssica Moura Fonteles e o professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Sebastião Patrício Mendes da Costa.
Aperfeiçoamento
A terceira pesquisa da tarde será “Estratégias para a desjudicialização do acesso a bens e serviços públicos de saúde no estado de Minas Gerais: propostas de aperfeiçoamento das políticas públicas a partir do estudo dos processos judiciais, 2014 a 2020”, de autoria das pesquisadoras Mônica Silva Monteiro de Castro e Iara Veloso Oliveira Figueiredo. Por fim, o quarto trabalho apresentará ao público o tema “Núcleos de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus): a criação de um sistema paralelo de avaliação de tecnologias em saúde”, de autoria do professor em Ciência de Dados Aplicada ao Direito no Insper, Bruno da Cunha de Oliveira.
Após as apresentações os advogados e professores, Fernanda Schaefer Rivabem e Gabriel Schulman, coordenarão os debates entre os pesquisadores e a audiência do evento. O seminário integra a série Pesquisas Empíricas Aplicadas às Políticas Judiciárias, de iniciativa do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ/CNJ).
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Agência de Notícias CNJ
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