Seminário da Escola de Mediação debate prevenção de conflitos em ambientes escolares
A mesa de abertura foi composta pelos magistrados Sandro Pitthan, Cesar Cury e pela secretária Luciana Calaça
A Escola de Mediação (Emedi) e o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), promoveram um encontro com profissionais da rede pública de ensino. O 2º seminário “Ser e Conviver na Escola” destacou a importância da comunicação na prevenção de conflitos escolares. O encontro, separado em três painéis, foi realizado no Auditório Desembargador Nelson Ribeiro Alves, no Fórum Central, nesta quinta-feira, 28 de maio.
“Ao analisar processos que chegam até nós, temos visto com atenção demandas relacionadas ao ambiente escolar. Nosso papel é encontrar os meios científicos e institucionais de compreensão desses fenômenos, resultantes em processos judiciais, a fim de identificar suas causas e modificar esse panorama”, disse o presidente do Conselho de Administração da Emedi e do Nupemec, desembargador Felipe Cesar Cury, durante o encontro.
A mesa também foi composta pela secretária estadual de Educação do Rio de Janeiro, Luciana Martins Calaça; e pelo juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça do Rio, Sandro Pitthan Espíndola, que, representando o corregedor-geral de Justiça, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, ponderou sobre a importância de um diálogo conjunto entre o Judiciário e sociedade civil.
Misoginia entre adolescentes
O primeiro painel do dia foi mediado pela juíza coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Itaboraí, Rosana Albuquerque França. A palestra “Misoginia entre Adolescentes: causas, manifestações e impactos” foi ministrada pela socióloga Miriam Abramovay e pela cientista social Marcelle Frossard, que sinalizaram o uso negativo da internet na proliferação da violência de gênero nas redes sociais.
Da esquerda para a direita, estão à mesa a cientista social Marcelle Frossard, a juíza Rosana França e a socióloga Miriam Abramovay
Para a magistrada Rosana França, a misoginia é algo que não afeta somente as mulheres. “A misoginia se define por um ódio, desprezo ou hostilidade ao feminino. Apesar de as mulheres sofrerem diretamente com isso, o problema afeta a todos, inclusive homens, pois sofrem as consequências e imposições do machismo e de uma masculinidade negativa. É preciso refletir sobre essas relações para evitarmos a naturalização dessa violência”.
KB/IA
Foto: Kaíque Galiza /TJRJ