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Controle de Processos

Cipop-Rua/RJ e INSS vão desenvolver calendário para atendimento às pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social

             Com disposição e sorriso no rosto, equipe se desdobra para atender diferentes necessidades das pessoas que buscam ajuda A população em situação de rua e em alta vulnerabilidade deve ganhar um calendário especial para resolver questões de perícias médicas e sociais do INSS em local no Centro do Rio e com apoio assistencial presente. O projeto-piloto da iniciativa organizada pelo Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua (Cipop-Rua/RJ) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) foi realizado na sexta-feira, 3 de julho, com sucesso e total aprovação dos assistidos. A realização das perícias é uma etapa essencial para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A experiência, que reuniu mais de 60 pessoas, aconteceu no Restaurante Popular e contou com a parceria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU), da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Fundação Leão XIII e do Sesc Mesa Brasil. A realização das perícias médicas e sociais do INSS em ambiente externo representa uma inovação nas atividades desenvolvidas pelo Cipop-Rua/RJ e amplia o alcance da rede de atendimento construída pelo centro desde sua criação. A expectativa é que a experiência sirva de modelo para novas ações integradas voltadas à garantia de direitos da população em situação de rua, reduzindo barreiras de acesso aos serviços públicos e fortalecendo a articulação entre os persos órgãos parceiros. Para a superintendente do INSS do Rio de Janeiro, Angélica Rosa de Souza, a primeira experiência foi positiva. “É importante proporcionar dignidade para quem está em situação de rua e que muitas vezes não tem acesso ao poder público. A gente já conseguiu resolver várias pendências que as pessoas tinham junto à Previdência e pretendemos manter um calendário permanente de ações aqui nesse espaço”, disse. Os participantes do projeto-piloto tiveram o atendimento iniciado na sede do Cipop, na Rua Senador Pompeu, no Centro, onde receberam acolhimento e café da manhã, sendo posteriormente levados ao Restaurante Popular. No local, tiveram acesso, em um único espaço, à perícia médica realizada por peritos do INSS de forma remota, avaliação social, orientação jurídica e atendimento da AGU e da DPU para casos que dependiam de recursos administrativos ou medidas judiciais. Para Omar Santos, coordenador da equipe do Cipop-Rua/RJ e servidor do TJRJ, a ação representa mais um avanço no trabalho integrado desenvolvido pelo centro desde sua inauguração. "É uma iniciativa que permite às pessoas em situação de rua resolverem, em um único dia, as pendências relacionadas ao INSS. Muitas delas são invisíveis para a sociedade e encontram aqui uma última linha de defesa. "Quem precisa da perícia médica e social faz tudo no mesmo dia. Se houver necessidade de recurso ou de medida judicial, a pessoa já é atendida pela Defensoria Pública da União e pela Advocacia-Geral da União. O objetivo é resolver as pendências e possibilitar que esses benefícios sejam efetivamente concedidos", destacou Omar. Entre os participantes estava Robson Jones Amador da Silva, de 52 anos. Morador em situação de rua desde a pandemia, ele sobrevive realizando trabalhos informais, como carga e descarga de caminhões, limpeza e serviços eventuais. No mutirão, buscava dar andamento ao pedido de benefício em razão das limitações causadas por uma hérnia de disco e por sequelas de um acidente no tornozelo. "Vim resolver meu problema no INSS. Tenho hérnia de disco e um acidente no tornozelo, onde coloquei pino. Ainda sinto muitas dores e tenho dificuldade de movimentação. Acho que tenho direito ao benefício. Hoje vim verificar o andamento do processo e receber orientação sobre o recurso necessário", contou Robson.                                                                                    Robson foi um dos primeiros a receber atendimento Janete Soares Lessa, de 62 anos, que busca obter o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), também participou da ação. Após enfrentar um câncer no intestino, ela passou a utilizar uma bolsa de colostomia, condição que a impede de exercer as atividades informais das quais retirava seu sustento. Janete compareceu acompanhada do sobrinho-neto, parente pelo qual é responsável. "Estou dando entrada no Loas porque tive câncer no intestino e hoje uso bolsa de colostomia. Com ela, não consigo trabalhar como ambulante. Crio meu sobrinho-neto desde que ele nasceu e não tenho com quem deixá-lo. Vim resolver minha situação e precisei trazê-lo comigo", explicou. SV/FS Fotos: Brunno Dantas/TJRJ   
07/07/2026 (00:00)
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