Segunda-feira
18 de Maio de 2026 - 

STANCHI & OLIVEIRA

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
Dow Jone ... % . . . .
NASDAQ 0,02% . . . .
Japão 1,86% . . . .

Previsão do tempo

Hoje - Rio de Janeiro, RJ

Máx
32ºC
Min
24ºC
Chuva

Terça-feira - Rio de Janei...

Máx
34ºC
Min
26ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Rio de Janei...

Máx
35ºC
Min
27ºC
Parcialmente Nublado

Quinta-feira - Rio de Janei...

Máx
34ºC
Min
26ºC
Parcialmente Nublado

Controle de Processos

Dia de Combate ao Abuso Sexual de Crianças tem ações de proteção infantojuvenil em todo o país

Neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reforça ações voltadas à proteção da infância e da juventude e ao fortalecimento da rede de atendimento em todo o país. As iniciativas integram o programa “Mês da Infância Protegida”, coordenado pelo CNJ em articulação com tribunais, Ministério Público, Defensoria Pública e órgãos da rede de proteção. Pela primeira vez, todos os tribunais de Justiça estaduais e do Distrito Federal aderiram à mobilização nacional. Nesse sentido, ao longo do mês de maio, o Judiciário promove mutirões de depoimento especial, priorização de processos, julgamentos concentrados, campanhas educativas e capacitações voltadas à escuta especializada e à entrevista forense de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, além de capacitação de entrevistadores forenses de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. Entenda: – Mutirões de depoimento especial: Consistem na organização concentrada de oitivas de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência perante autoridade policial ou judiciária, nos termos do art. 8º da Lei n.º 13.431/2017. No âmbito do Mês da Infância Protegida, a medida busca dar efetividade ao direito à escuta protegida, reduzir atrasos processuais e evitar a repetição desnecessária de relatos, observando-se protocolos próprios e ambiente adequado. – Priorização de processos: A priorização de processos envolvendo crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência concretiza a prioridade absoluta prevista no art. 227 da Constituição Federal e no ECA. No contexto da Lei n.º 13.431/2017, contribui para resposta institucional mais célere, articulada e protetiva, especialmente quando há necessidade de medidas urgentes de proteção, responsabilização e prevenção da revitimização. – Julgamentos concentrados: Os julgamentos concentrados são esforços organizados para impulsionar e decidir processos relacionados à violência contra crianças e adolescentes, especialmente aqueles com maior tempo de tramitação ou pendências relevantes. A ação fortalece a duração razoável do processo e evita que a demora judicial prolongue a situação de insegurança ou desproteção da vítima. – Campanhas educativas: As campanhas educativas têm função preventiva e informativa, voltada à identificação das formas de violência previstas na Lei n.º 13.431/2017 e à pulgação dos canais de proteção e denúncia. Também reforçam que a proteção de crianças e adolescentes é dever compartilhado da família, da sociedade e do Estado. – Capacitações voltadas à escuta especializada: A escuta especializada é a entrevista realizada perante órgão da rede de proteção, limitada ao estritamente necessário para o cumprimento de sua finalidade, conforme art. 7º da Lei n.º 13.431/2017. Por isso, as capacitações devem qualificar profissionais da saúde, assistência social, educação e demais integrantes da rede para acolher, registrar e encaminhar adequadamente a situação, sem transformar o atendimento em produção de prova ou repetição indevida do relato. – Capacitação de entrevistadores forenses de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência: A capacitação de entrevistadores forenses destina-se à formação técnica dos profissionais responsáveis pela condução do depoimento especial, procedimento voltado à oitiva perante autoridade policial ou judiciária. Sua importância está em assegurar que a entrevista observe protocolo, linguagem adequada ao desenvolvimento da criança ou adolescente, ambiente protegido e metodologia que minimize a revitimização, sem comprometer a qualidade da informação produzida. Alcance na Amazônia A proteção à infância e juventude ganha também lugar especial na edição 2026 da Itinerância Cooperativa da Amazônia Legal, com a implementação do Eixo Infância. A Itinerância é um projeto do CNJ que tem início hoje e segue até 22 de maio. Neste ano, ele ocorre no arquipélago do Marajó (Pará), nos municípios de Breves, Portel e Melgaço, com oferta de dezenas de serviços, desde emissão de documentos até atendimentos de saúde. “Existe algo especialmente significativo no fato de uma parte tão importante dessa agenda nacional acontecer aqui, no Marajó. Falar em prioridade absoluta à infância exige olhar para os territórios onde a proteção enfrenta obstáculos históricos mais profundos”, afirmou o juiz auxiliar da Presidência, Hugo Zaher, que coordena as atividades do Mês da Infância Protegida do CNJ, com a supervisão do conselheiro Fabio Francisco Esteves. Entre as iniciativas previstas dentro do Eixo da Infância estão audiências de depoimento especial, instalação de sala especializada para escuta protegida em Melgaço, capacitação de profissionais da rede de proteção e lançamento de materiais educativos voltados a cuidadores, profissionais de saúde, lideranças comunitárias e magistrados. Também serão desenvolvidas ações comunitárias e educativas em escolas da região, além de oficinas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. O tema da violência, bullying, ciberbullying e proteção digital também será assunto em rodas de conversa a serem realizadas com adolescentes e jovens. Haverá ainda formação de profissionais da rede, construção de fluxos de atendimento, diálogo com lideranças locais e ações voltadas ao enfrentamento do trabalho infantil e à promoção do acesso à educação e à aprendizagem profissional. São persas as instituições e atores envolvidos nessas atividades, entre os quais o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), Ministério Público do Pará (MPPA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e instituições locais (Instituto Mondo e Vale, entre outras), além da própria Corregedoria Nacional de Justiça. A Itinerância no Marajó prevê ainda iniciativas voltadas ao acolhimento de crianças e adolescentes durante os atendimentos prestados aos pais e responsáveis. Entre elas está o “Cantinho do Brincar”, espaço criado para receber crianças enquanto pais e responsáveis participam de audiências, regularizam documentos ou acessam outros serviços. A estrutura também inclui brinquedotecas, minibibliotecas infantojuvenis e atividades lúdicas desenvolvidas em escolas e espaços comunitários. Mês da Infância Protegida Ao longo do mês de maio, o CNJ promove a disseminação de materiais técnicos e educativos para fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e orientar profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes. Entre os conteúdos produzidos estão cartilhas sobre depoimento especial, acolhimento de relatos espontâneos e fluxos de atendimento para casos de violência. A mobilização nacional também prevê investimentos em infraestrutura e qualificação técnica nos tribunais. Em diferentes estados, estão sendo instaladas novas salas de depoimento especial, criadas unidades especializadas e promovidas capacitações voltadas a magistrados, servidores e profissionais da rede de proteção. Além disso, tribunais de todo o país realizam campanhas educativas, ações em escolas e mutirões para acelerar a tramitação de processos envolvendo violência contra crianças e adolescentes. Mutirões de depoimento especial e priorização processual foram adotados por 23 tribunais, reforçando o esforço nacional para garantir maior celeridade e atendimento adequado às vítimas. Também estão previstas capacitações em depoimento especial e entrevista forense em 18 tribunais brasileiros. As ações do Mês da Infância Protegida consolidam uma agenda nacional permanente de mobilização do Judiciário brasileiro em favor da proteção integral de crianças e adolescentes, fortalecendo a articulação entre Justiça, assistência social, educação, saúde, segurança pública e demais instituições da rede de proteção no enfrentamento às violências infantojuvenis. Texto: Thays Rosário Edição: Beatriz Borges Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 29
18/05/2026 (00:00)
Visitas no site:  29022428
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia