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Educação Inclusiva

A deputada estadual Isaura Lemos (PCdoB) promoveu na manhã desta quarta-feira, 16, reunião pública para tratar sobre Educação Inclusiva no Estado de Goiás. O debate ocorreu no gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e contou com a presença de persos representantes de entidades ligadas à educação e a saúde. Ao iniciar o debate, a parlamentar relatou a dificuldade que teve para incluir na educação escolar um de seus netos que tem uma deficiência de aprendizagem. “A deficiência dele é mínima. Ele estava em uma escola que até pediu para que o mudássemos de lugar, que fossemos para outra instituição”, contou. Isaura conta que na mesma época que passou por dificuldades com seu neto, uma mulher foi a seu gabinete para pedir ajuda com seu filho deficiente. “Ele era alfabetizado, mas quando cheguei na reunião que propuseram na escola, encontrei a criança no meio de vários adultos. Achei aquilo violento, dez adultos criticando a criança. Pedi para que deixassem ele ir brincar, pois as críticas e a forma como a reunião estava sendo conduzida estava coagindo a criança”, disse. Diante disso, Isaura destacou a insatisfação que existe na forma como os educadores estão lidando com deficientes. “Até mesmo a forma de conduzir aquela reunião era despreparada pois a criança não deveria estar sendo coagida no meio de dez adultos. Por aí já vemos a falta de preparo”, afirmou. Ainda usando esse exemplo, a deputada relatou que durante aquela reunião na escola, o representante da Secretaria de Educação disse que crianças naquela situação viram marginais. “Achei a postura dele totalmente errada. Mas, a realidade é que é verdade. Não é a criança com deficiência que pode virar marginal, mas a criança que é excluída, que não recebe educação apropriada pode sim vir a procurar a margem da sociedade”, explicou. Destacou ainda que é dever da sociedade acolher todos os seus inpíduos de forma natural e para isso é preciso avançar na preparação de cidadãos habilitados a lidar com as peculiaridades de todos os inpíduos. “O principal é garantir oportunidades iguais, e a educação é fundamental para que as pessoas possam buscar espaço na sociedade”, sustentou. Durante o debate, a Diretora de Relações Públicas da Associação dos Deficientes Visuais de Goiás (Adveg), Edilma Sales dos Santos, destacou que o maior obstáculo neste assunto é a falta de formação adequada de professores para os cursos de graduação e pós-graduação e que para reverter esse quadro é necessário investir na formação de profissionais capazes de lidar com as diferenças. “Seria preciso, neste caso, inserir na grade curricular dos cursos, especialmente os de Pedagogia, conteúdos específicos que possam proporcionar aos professores informações acerca das persas deficiências, possibilitando assim aos profissionais da educação garantir o aprendizado adequado a todos os seus alunos”, tratou Edilma Sales. O gerente de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria Cidadã, Willian Veloso, disse que tanto a iniciativa privada quanto a iniciativa pública devem tratar esse assunto com maior comprometimento. Também contou que na Secretaria Cidadã a maioria das denúncias recebidas estão relacionadas ao descumprimento dos preceitos legais que estão garantidos nas leis do País. Estiveram presentes ainda o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira; presidente da Apae de Goiânia e primeiro secretário da Federação Estadual das Apaes, Albanir Pereira Santana e a vereadora por Goiânia, Tatiana Lemos (PCdoB). Além desses debatedores, persos professores das redes estadual e municipal de ensino discutiram as dificuldades que enfrentam em sala de aula para atenderem às necessidades de formação dos alunos com deficiência física, motora, visual, intelectual e autismo.
16/05/2018 (00:00)
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