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Esforço para ingressar na magistratura não se compara à dedicação exigida pela carreira

São cinco anos cursando a faculdade de Direito. Depois, meses, ou até mesmo anos, de dedicação exclusiva aos estudos. Noites mal dormidas, finais de semana debruçados sobre livros enquanto os amigos se pertem. Mas todo esse esforço para ser aprovado em um concurso público para magistratura vale a pena, afinal de contas, depois é só usufruir de uma vida tranquila. Certo?   Quem ainda pensa assim não poderia estar mais enganado. A magistratura não é, nem de longe, uma profissão “fácil”. Para o grupo de 12 juízes que comemora quatro anos de carreira no Poder Judiciário de Mato Grosso hoje (dia 23/9), apesar da aprovação no difícil concurso ser a realização de um sonho, a magistratura exige responsabilidade, comprometimento, ética, respeito às partes, aos valores fundamentais e, principalmente, dedicação e abnegação.   “Busca incansável pela pacificação social” - “A luta para ingressar na carreira foi substituída pela luta diária para que a prestação jurisdicional seja célere e eficiente e o direito seja assegurado ao cidadão”, diz a juíza Janaína Cristina de Almeida, que compõe a turma de 12 juízes substitutos que tomaram posse em 23 de setembro de 2016, na gestão do então presidente, desembargador Paulo da Cunha. “A busca incansável pela pacificação social e solução dos conflitos é uma atividade difícil e complexa”, ressalta a magistrada.   Atualmente, ela acumula a 2ª Vara de São Félix do Araguaia com a 1ª e a 2ª Varas de Porto Alegre do Norte. Responde ainda pela Justiça Eleitoral das duas comarcas. “Posso destacar que o maior desafio que encontrei na profissão foi responder por mais de uma comarca, dada a preocupação de não conseguir corresponder e atender ao grande número de ações. Muitas vezes, a demanda acaba sendo maior que as nossas possibilidades”, destaca a magistrada. Ainda assim, Janaína de Almeida afirma que com coragem, esforço e dedicação em prol da sociedade, o trabalho vai fluindo e as dificuldades vão sendo superadas.   “Muitos sorrisos e algumas lágrimas” - Paciência e serenidade foram duas qualidades destacadas pela juíza Daiane Marilyn Vaz como sendo importantes para um magistrado em início de carreira, geralmente designado para comarcas do interior do Estado. Ela afirma que o aniversário de quatro anos da posse a faz refletir sobre como a vida do juiz no interior vai muito além do que sentenciar processos. “Há situações vivenciadas que são difíceis de serem resolvidas e exigem do juiz paciência e serenidade”. Além disso, em cidades pequenas o juiz é uma figura pública, conhecida, o que pode ser um baque para algumas pessoas que, como ela, estavam acostumadas ao anonimato.   A magistrada também comenta a complexidade do trabalho de um juiz que atua em uma comarca de Vara Única, como é o caso de Brasnorte, para onde ela foi designada. “Essa responsabilidade tamanha, esse desafio tamanho, por sua vez, traz uma satisfação pessoal muito grande. Ao longo desses quatro anos foram muitos sorrisos, algumas lágrimas, confesso, mas com a certeza de buscar, dentro das minhas limitações, fazer um bom trabalho”.   “Vocacionado para a magistratura” - Assim se define o juiz Tiberio de Lucena Batista. Titular da Vara Única de Paranaíta e atuando cumulativamente na 1ª Vara de Alta Floresta, o magistrado lembra do árduo caminho que percorreu. Foram longos seis anos até a posse e mais três anos na primeira comarca para a qual foi designado, em Apiacás, uma das mais distantes do Estado. “Foram mais de três anos de muita dedicação e aprendizado, muitos desafios, mas, principalmente, de muito orgulho em poder entregar justiça aos que procuravam o Poder Judiciário da comarca”.   Para ele, ingressar na magistratura foi muito além de uma conquista, foi uma realização de vida. “Olhando hoje para o que já passei nesses quatro anos, entre os muitos obstáculos vividos, algumas decepções encontradas, vejo que toda prova a mim imposta foi combatida com afinco e, sobretudo, me sinto um vocacionado para a magistratura. Sou muito grato ao Tribunal de Justiça pela oportunidade que me foi dada de exercer essa grande profissão, além dos novos amigos e colegas de trabalho que a magistratura me trouxe”, afirma o juiz.   “A magistratura me escolheu” - O quarto ano da carreira da juíza Daiene Vaz Carvalho Goulart será lembrado como um ano desafiador, quando ela precisou se reinventar para dar conta das demandas criadas pela pandemia de coronavírus, não apenas como magistrada, mas como mulher e mãe. “Houve um aumento de trabalho porque a atuação jurisdicional não parou, mas a creche parou, assim como a escola e a babá. Era preciso atender as demandas urgentes, as novas demandas criadas pela pandemia e as demandas da casa. Ao mesmo tempo, o Poder Judiciário se desenvolveu tecnologicamente e trouxe inovações que me deram condições de trabalhar”.   Acumulando atualmente a 2ª e a 3ª Varas de Sorriso, já tendo passado pelas comarcas de Rio Branco e Vera, Daiene Goulart também considera que os primeiros anos de carreira foram de muitos desafios até se chegar a um ponto de equilíbrio entre as mais persas funções que um magistrado precisa desempenhar e as metas a serem alcançadas. Ela afirma que é preciso vocação para suportar toda a carga colocada na figura do juiz. “A magistratura não foi uma escolha minha, foi ela quem me escolheu. E posso afirmar com toda certeza, não poderia estar em outra profissão. Sou muito feliz na magistratura e no Tribunal de Justiça de Mato Grosso”.   Também completam quatro anos de carreira no próximo dia 23 os seguintes magistrados: Bruno César Singulani França, Eduardo de Moraes e Silva, Daniel de Sousa Campos, Elmo Lamoia de Moraes, Ítalo Osvaldo Alves da Silva, Marcos André da Silva, Rafael Depra Panichella e Rafael Siman Carvalho.        
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