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Controle de Processos

O olhar social por trás das decisões da Justiça

                      Larissa Moura, Geila Retto, Bruna Meirelles e Júlia Cavalcanti formam a equipe de assistentes sociais da Vepi Por trás de cada processo judicial, há uma história de vida. O assistente social, cujo dia é celebrado nesta sexta, 15 de maio, é o profissional responsável por contá-la ao juiz. Por meio de estudos sociais e visitas domiciliares, ele analisa o contexto familiar, os vínculos afetivos e as eventuais vulnerabilidades das partes. No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), esses profissionais são responsáveis por oferecer ao magistrado uma compreensão aprofundada da realidade das partes do processo. O papel não é decidir, mas subsidiar a decisão judicial com informações qualificadas.   O dia a dia de uma assistente social                                   Geila Retto comanda a equipe técnica da Vepi e atua como assistente social no Tribunal há 24 anos Assistente social do TJRJ há 24 anos, Geila Retto integra a equipe técnica da 1ª Vara Especializada em Pessoas Idosas (Vepi), criada em dezembro de 2024 para centralizar o atendimento à população idosa no município. A vara abrange realidades distintas, de apartamentos de luxo na Avenida Atlântica a comunidades de difícil acesso no subúrbio e na periferia da cidade.  Segundo Geila, os magistrados utilizam a equipe como "olhos e ouvidos". Como o juiz não tem contato direto com a realidade domiciliar, depende das análises técnicas produzidas pelas profissionais para fundamentar as decisões.  "O objetivo é fornecer elementos que não aparecem de forma clara nos autos — o processo muitas vezes chega 'muito cru' para o juiz. O relatório final traz recomendações e sugestões técnicas, embora a decisão de acatá-las caiba exclusivamente ao magistrado", explica Geila.  O estudo social  As profissionais têm autonomia para definir se cada situação exige uma visita domiciliar presencial ou se pode ser resolvida por meio de entrevista no setor ou videoconferência.  "Os estudos identificam riscos graves, documentam situações de negligência extrema, maus-tratos ou perfis acumuladores. O levantamento traz todo o histórico do assistido, analisando vínculos familiares, escolaridade e trajetória profissional", afirma Geila.  Um formulário padronizado é utilizado para verificar se o idoso tem autonomia para atividades básicas da vida diária. Também são avaliados o responsável pelo cuidado — familiar, amigo ou profissional contratado — e a dinâmica das relações familiares. Em situações de conflito, o estudo é determinante para indicar quem está mais habilitado a assumir a responsabilidade legal.  Um aspecto crítico frequentemente identificado é a vulnerabilidade dos próprios cuidadores. O desgaste físico e emocional da dedicação integral faz com que familiares responsáveis pelo cuidado adoeçam gravemente ou, em alguns casos, venham a falecer antes do próprio assistido.  Caso complexo  Geila relata a situação de um idoso que vivia sozinho no subúrbio do Rio, sem referências familiares. O ambiente encontrado pela equipe era de abandono extremo: o homem não cuidava mais da própria higiene e vivia em condições insalubres. Era um acumulador, perfil crescente entre idosos em isolamento.  Retirado da residência no dia seguinte à visita e encaminhado a uma unidade de acolhimento, faleceu poucos dias depois em decorrência de complicações de saúde. Apesar do desfecho, Geila ressalta que ele teve a oportunidade de receber assistência médica e sair daquele ambiente insalubre.  Garantia de direitos                                                     Assistente Social da Coem, Marilia Correa Silva já atua há 29 anos no TJRJ  Assistente social da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), Marília Correa Silva atua no Núcleo de Promoção de Políticas Públicas para Mulheres. A coordenadoria trabalha pelo aprimoramento do Poder Judiciário no combate e na prevenção à violência contra a mulher.  Os números são alarmantes. De acordo com dados da Central de Atendimento à Mulher, do Ministério das Mulheres, só em 2025 foram 1.088.900 atendimentos — quase 3 mil por dia —, dos quais 155.111 corresponderam a denúncias de violência.  Com 29 anos de TJRJ, Marília completa um ano na Coem e integra a equipe do Rio Lilás, projeto que leva às escolas discussões sobre a Lei Maria da Penha e é uma das primeiras iniciativas da coordenadoria voltadas à prevenção da violência.  Durante 18 anos, ela atuou no 1º Juizado de Violência Doméstica e compôs a primeira equipe. "Assessorávamos o juiz na elaboração de pareceres técnicos em processos de violência doméstica, realizando o acolhimento das vítimas, o encaminhamento à rede de assistência e a produção de avaliações sobre a situação de vulnerabilidade das mulheres em contexto de violência doméstica", contou.  Em celebração ao Dia do Assistente Social, Marília destacou o significado da profissão. "Me orgulho de trabalhar com uma profissão que atua na garantia de direitos em um país extremamente desigual. Na minha área, onde a violência doméstica só cresce e atinge números cada vez mais assustadores e há um movimento de desqualificação da figura feminina, tenho muito orgulho de contribuir para o combate e a prevenção dessa violência", afirmou.  VS/ PB/  MG Fotos: Rafael Oliveira, Felipe Cavalcanti/ TJRJ
15/05/2026 (00:00)
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