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Caso Kathlen Romeu: Justiça reforma decisão e condena PMs por fraude no local do crime

Os desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenaram os policiais militares Rafael Chaves de Oliveira, Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano às penas de dois anos e 15 dias de reclusão, em regime inicial aberto, e 15 dias-multa. Eles são acusados de terem fraudado o local do assassinato de Kathlen Romeu, no Complexo do Lins, na Zona Norte, em junho de 2021. Os magistrados acompanharam o voto do relator, desembargador Marcelo Anátocles, reformando a decisão do juízo da Auditoria da Justiça Militar, que havia absolvido os PMs, por maioria, em julgamento realizado em agosto de 2025. Em obediência ao artigo 84 do Código Penal Militar, os três condenados obtiveram a substituição condicional da pena pelo prazo de três anos, que deverão cumprir, durante o período, seguindo as condições que serão fixadas pelo juízo da Vara de Execuções Penais. “Nestes termos, voto pelo conhecimento e provimento do recurso, para condenar os apelados pela prática do crime previsto no artigo 23 da Lei nº 13.869/2019, às penas de 2 (dois) anos e 15 (quinze) dias de reclusão, em regime inicial aberto, e 15 (quinze) dias-multa, à razão unitária mínima, concedida a suspensão condicional da pena pelo prazo de 3 (três) anos, cujas condições deverão ser fixadas pelo juízo da Execução”, destacou o desembargador relator. Em seu voto, o desembargador destacou a atuação de cada um dos PMs na ação fraudulenta. “Por tudo isso, entendo estar suficientemente comprovado que os acusados praticaram o crime previsto no artigo 23 da Lei nº 13.869/19, sendo as suas condutas objetiva e subjetivamente típicas. O acusado Rafael Chaves de Oliveira foi responsável por remover os vestígios do local antes da chegada da perícia, possibilitando a apresentação fraudulenta dos cartuchos de munição pelo acusado Rodrigo Correia de Frias, em comunhão de desígnios com o acusado Marcos Felipe da Silva Salviano.” O relator chamou a atenção sobre a tentativa dos PMs de alterar o local onde a modelo foi assassinada como forma de indicar a ocorrência de possível confronto armado com traficantes da região. “A análise da prova realizada pelo Ministério Público demonstra que não houve confronto armado (ou, caso tenha ocorrido, esse confronto não produziria os vestígios apresentados pelos agentes); bem como que a remoção dos vestígios não seria justificada pelas circunstâncias do caso concreto. Esses fatos, em conjunto, autorizam a conclusão de que os vestígios foram removidos do local para permitir a inclusão fraudulenta dos cartuchos de munição atribuídos aos criminosos do local", explicou o desembargador. Kathlen Romeu Kathlen Romeu morreu no dia 8 de junho de 2021, após ser baleada durante uma ação da Polícia Militar no Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio. Designer de interiores e modelo, ela tinha 24 anos e estava grávida de 14 semanas. Kathlen foi visitar a avó e tinha se mudado da região, meses antes, por medo da violência. Processo n° 0315307-78.2021.8.19.0001 JM/SF
20/03/2026 (00:00)
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