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Pena Justa: canal de TV exclusivo melhora rotina e disciplina em prisão

Projeto iniciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para levar informação, educação e cultura para unidades prisionais, o Pena Justa Informa, contribuiu com a melhora de rotina e na disciplina de pessoas privadas de liberdade na Penitenciária de Segurança Máxima II, no Espírito Santo. Essa é a avaliação feita por servidores da unidade após meses de funcionamento da iniciativa, que consiste em um canal interno de TV com programação selecionada especialmente para essa finalidade. “A disciplina está muito melhor, pois há interesse em continuar tendo o benefício”, destacou um dos diretores da unidade em pesquisa realizada para avaliar os resultados do projeto, com foco na expansão da metodologia em 2026. Para um dos policiais penais, “notou-se um comportamento mais sociável por parte de vários internos que, antes, tinham uma postura mais agressiva”. A ação também impactou as pessoas privadas de liberdade. Em formulário preenchido por 67 participantes, 97% disseram que a programação despertou reflexões e 94% afirmaram que os conteúdos ajudaram a compreender melhor seus direitos. “Me fez pensar de outro jeito, gostaria de ver mais conteúdo desse tipo. Me fez refletir sobre minhas escolhas e caminhos”, afirmou um dos participantes. Desenvolvido pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF) com o apoio do programa Fazendo Justiça [Fazendo Justiça Portal CNJ] e persos parceiros, o projeto-piloto chega a 72 pessoas privadas de liberdade no bloco C da unidade de segurança máxima. Em março, está previsto o início de rodas de conversa sobre conteúdos do Informa por meio de parceria entre a Universidade Federal do Espírito Santo, o Tribunal de Justiça e a Secretaria de Administração Penitenciária do estado. O Pena Justa Informa é parte da estratégia Horizontes Culturais, que será lançada em abril pelo presidente do CNJ, Ministro Edson Fachin. A estratégia ainda prevê um Plano Nacional de Cultura para o Sistema Prisional, mapeamento de iniciativas já em curso, articulações e fomento na produção audiovisual, musical e de rádio. Segundo o coordenador do DMF, Luís Lanfredi, a expectativa é de que a metodologia desenvolvida pelo CNJ chegue a outras unidades do país. “Estamos trabalhando na elaboração de diretrizes nacionais para canais internos, no fortalecimento das parcerias de conteúdo e no estímulo à produção de materiais próprios por pessoas privadas de liberdade”, explica. Ao comentar sobre o projeto, o secretário nacional de políticas penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, André de Albuquerque Garcia, disse que o cumprimento de pena com dignidade fortalece a segurança. “Quando o Estado está presente, quando há organização, quando há coordenação entre os atores do sistema de justiça, da segurança pública e da administração penitenciária, é possível transformar realidades”.   Sobre o Pena Justa Informa Alinhado ao eixo do Pena Justa que aborda a melhoria da ambiência e da estrutura das unidades penais, o Informa consiste na transmissão de uma grade semanal de conteúdos por meio de televisores instalados em 36 celas, com exibição diária das 11h30 às 16h. A curadoria da programação é feita por grupo técnico com representantes do CNJ, da Senappen e de instituições parceiras. A programação tem como base três eixos principais: conteúdos educativos, culturais e informativos. Foram exibidos documentários e curtas de parceiros como o Canal Curta, vídeos do Canal Futura (Fundação Roberto Marinho), produções educativas e informativos sobre direitos. “Destaco ainda contribuições fundamentais da Secretaria de Administração Penitenciária do Espírito Santo, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização, assim como da juíza corregedora da unidade e da juíza da vara de execução penal, Cristiania Lavínia, para a concretização dessa experiência”, complementa Lanfredi. De acordo com a juíza auxiliar da presidência do CNJ com atuação no DMF, Solange Reimberg, o Informa é uma metodologia inovadora e replicável para transformar realidades. “Nada disso seria possível sem o engajamento da valorosa rede de parceiros articulada no Espírito Santo, a qual iremos potencializar em 2026 para que essa grade de conteúdos extremamente qualificada chegue a ainda mais pessoas”. Para o secretário de justiça do estado do Espírito Santo, Rafael Pacheco, o projeto é aliado da segurança ao proporcionar um ambiente de prisão mais humanizado. “É um trabalho que minimiza os riscos e que oferece, especialmente, nossa contribuição para a sociedade e para a segurança pública. É a segurança aliada da ressocialização”. Texto: Renata Assumpção  Edição: Nataly Costa e Débora Zampier Revisão: Caroline Zanetti Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 161
26/03/2026 (00:00)
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