Presidente do STJ marca para 6 de agosto julgamento do ministro Buzzi, acusado de assédio sexual
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, agendou para o dia 6 de agosto, a partir das 9h, o julgamento do ministro afastado da Corte Marco Buzzi, acusado de crimes sexuais. A sessão será fechada ao público e ocorrerá de forma presencial no plenário do STJ. No comunicado de convocação, Benjamin afirma que a sessão será "destinada a tratar de assuntos de interesse institucional". Buzzi é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura acusações de importunação e assédio sexual apresentadas por duas mulheres: uma jovem de 18 anos, que relatou ter sido vítima de importunação sexual durante férias com a família na casa do ministro em Balneário Camboriú (SC); euma ex-funcionária de gabinete que denunciou episódios reiterados de assédio sexual e importunação cometidos enquanto trabalhava na equipe do magistrado no STJ. Agora no g1 Em notas enviadas à imprensa, seus advogados afirmam que as alegações "carecem de provas concretas" e não refletem a conduta do magistrado. Também afirmam que Buzzi possui mais de quatro décadas de trajetória pública e judicial "sem qualquer mácula prévia". O julgamento ocorrerá sob sigilo para preservar a intimidade das partes e resguardar os elementos de prova reunidos ao longo do processo disciplinar. O ministro Marco Buzzi foi afastado cautelarmente do cargo e das dependências do STJ em fevereiro de 2026, logo após as denúncias virem à tona. Na fase final do PAD, os ministros da Corte Especial do STJ decidirão se aplicam sanção disciplinar ao magistrado. Entre as penalidades administrativas cabíveis no âmbito do tribunal estão a aposentadoria compulsória e a perda do cargo. A Procuradoria-Geral da República defendeu a aplicação da aposentadoria compulsória. Paralelamente à apuração no STJ, o caso também é investigado na esfera criminal em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, devido ao foro por prerrogativa de função. 1 de 1
Ministro do STJ Marco Buzzi — Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ