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TJSP realiza solenidade de premiação do Programa Leitura Amiga – Jovens Escritores

Iniciativa da Coordenadoria da Infância e da Juventude. Por um dia, o Salão do Júri do Palácio da Justiça foi tomado pela imaginação. E os protagonistas foram pequenos escritores: 37 crianças e adolescentes que vivem em serviços de acolhimento da Capital tiveram os textos e desenhos reunidos em um livro. O lançado ocorreu hoje (16), com sessão de autógrafos, durante premiação do programa Leitura Amiga, do Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua Coordenadoria da Infância e da Juventude. A iniciativa aproxima os participantes da literatura a partir de encontros virtuais com contadores de histórias voluntários. Os Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saicas) recebem a programação da semana e, caso tenham interesse em acompanhar, é enviado posteriormente o link de acesso à videoconferência. Durante a atividade, o público acompanha as narrativas, faz perguntas, comenta as histórias, compartilha ideias e interage com o leitor. Os jovens também são incentivados a produzir textos e desenhos, que geraram o primeiro livro (assista ao vídeo do projeto). A celebração de hoje reuniu o presidente do TJSP, desembargador Francisco Eduardo Loureiro; a coordenadora da CIJ, desembargadora Gilda Cerqueira Alves Barbosa Amaral Diodatti; a idealizadora do programa, juíza Marina Freire; e integrantes do Conselho Superior da Magistratura (CSM). Houve entrega de prêmios aos autores e aos serviços participantes, presença de personagens e de contadores de histórias. Eles também conheceram um pouco mais sobre o funcionamento do sistema de Justiça e a história do Palácio da Justiça, em uma aproximação lúdica com o Judiciário. Na abertura, a desembargadora Gilda Diodatti destacou que a presença dos integrantes do CSM demonstra o compromisso do Tribunal com a causa infantojuvenil. Ressaltou a importância da leitura para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social e transmitiu uma mensagem às crianças: "Transformem os livros em grandes amigos. Substituam o tempo das telas pela leitura, até transformá-la em hábito. Continuem aprendendo novas palavras, conhecendo novos mundos e imaginando. O mundo precisa da sensibilidade de vocês”. Também agradeceu à Escola Judicial dos Servidores (EJUS) pelo apoio ao programa, especialmente na conexão entre os voluntários e os Saicas durante as sessões de contação de histórias. A juíza Marina Freire relembrou a trajetória do Leitura Amiga e a proposta de ampliar horizontes, oferecer companhia e criar vínculos. Também contou como nasceu a ideia do livro. “Com o tempo, as crianças que ouviam histórias começaram a querer contar as suas. Percebemos que não bastava apresentar a elas histórias escritas por outras pessoas; era preciso abrir espaço para que descobrissem o valor da própria imaginação, das próprias ideias e da própria voz", disse. E completou: "A Justiça deve ser um lugar de construção de possibilidades. Proteger uma criança significa muito mais do que reconhecer seus direitos: significa criar condições para que ela se desenvolva, descubra suas capacidades e possa imaginar o próprio futuro". Encerrando os pronunciamentos, o presidente Francisco Loureiro enalteceu a iniciativa. “Nós, juízes, julgamos muitos processos todos os dias, o dia inteiro, mas julgar processos não encerra nossa atividade. A doutora Marina fez mais: criou um projeto para além de sua atividade como juíza. É uma delícia ler e ouvir histórias, e mais gostoso ainda é quando podemos escrever histórias para alguém”, afirmou. Também rememorou sua primeira leitura e incentivou as crianças a manterem o hábito. “Eu me lembro do primeiro livro que li, era de um escritor chamado Monteiro Lobato, e meu mundo se abriu. Ler é um hábito e não paramos mais. Que as suas histórias sejam lidas para novas crianças”, concluiu. Ao longo do encontro, a contadora de histórias Marilda Marques Mendes deu voz à obra “A Menina e as Raízes da Vida”, escrita por Maria Eloisa, de 13 anos. Já a história “Os Herdeiros dos Dragões Elementais” foi criada e compartilhada por Bryan, de 11 anos; Gabriel, de 9; Victor, de 5; Juliana, de 11; Luís Henrique, de 7; Evandro, de 8; Fernando, de 16; e Matheus, de 15 anos. A jovem Bel, de 14 anos, autora de um livro e voluntária do programa, e sua mãe, Adriana, também participaram do encontro com a história “Anita e o Dedo Mordido”. Também foram entregues placas em reconhecimento aos Saicas mais assíduos no programa e medalhas e kits de premiação aos jovens escritores. Ao final, as crianças e os adolescentes foram convidados a autografar o livro do programa, que reúne histórias de sua autoria. Apoiaram o evento a Lemille Produção, responsável pela parte lúdica, com personagens infantis, e a escritora Leticia Costa, com doações de exemplares do livro “A Jornada da Lã”. Também prestigiaram o evento os integrantes do CSM, desembargadores Luís Francisco Aguilar Cortez (vice-presidente), Silvia Rocha (corregedora-geral da Justiça), Roberto Nussinkis Mac Cracken (presidente da Seção de Direito Privado), Luciana Almeida Prado Bresciani (presidente da Seção de Direito Público) e Roberto Solimene (presidente da Seção de Direito Criminal); o diretor da Escola Paulista da Magistratura (EPM) e da EJUS, desembargador Ricardo Cunha Chimenti; o vice-coordenador da CIJ, desembargador Carlos Otávio Bandeira Lins; os desembargadores Renato Genzani Filho e Pedro Paulo Maillet Preuss; juízes, servidores, integrantes dos Saicas e servidores. Confira a página do Leitura Amiga. Mais fotos no Flickr. imprensatj@tjsp.jus.br
16/10/2026 (00:00)
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