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O vampiro de Curitiba em pauta: FLAP abre o acervo e os bastidores de Dalton Trevisan

Fabiana Faversani e Christian Schwartz estiveram na FLAP neste sábado (25/4) para revelar o universo de Dalton Trevisan — o vampiro de Curitiba que transformou a cidade em ficção e revolucionou o conto brasileiro. Na mesa “Ah, é?”, a pesquisadora e o jornalista abriram o acervo do escritor e contaram como mais de 800 contos mudaram para sempre a literatura nacional.A conversa girou em torno da dedicação incansável do autor à literatura, ao longo dos mais de 80 anos de produção. “Dalton tinha uma curiosidade imensa pelas pessoas, pelo que de fato acontece nos bastidores. Ele era um vampiro de histórias, de tudo aquilo que acontecia ao seu redor. Mesmo já centenário era um curioso incansável, e fazia tudo isso com uma invisibilidade moral”, destacou Fabiana. “Dalton nunca foi moral – ele coloca os personagens em cena, sem um narrador julgando. Ele quer provocar o leitor: o não dito, o silêncio são suas marcas. Ele coloca as situações cruas na sua frente. Você é obrigado a encarar os silêncios e as situações incômodas”, pontuou Fabiana. Schwartz falou do desafio de biografar o autor e citou curiosidades de sua trajetória, como a escolha por uma vida discreta. Segundo o jornalista, até os 25 anos, Trevisan era uma figura pública em Curitiba, participando de debates políticos, discursos e atividades culturais. Após uma viagem à Europa, porém, o escritor passa a se recolher para desenvolver um projeto literário mais maduro, dedicando-se intensamente à escrita e restringindo seu diálogo a interlocutores de confiança. A partir dos anos 1950, Trevisan começa a consolidar sua obra, alcançando reconhecimento nacional com livros publicados por grandes editoras, especialmente O Vampiro de Curitiba. Apesar de prêmios e alguma exposição na imprensa, ele opta por manter distância dos holofotes, construindo uma imagem reservada e associada ao “vampiro”, reforçando a ideia de que sua vida pública deveria se limitar à própria literatura.Avesso a entrevistas e aparições públicas, Dalton Trevisan construiu uma obra monumental marcada pelo tom provocativo e, sobretudo, pelo silêncio frente a situações incômodas — e foi justamente esse silêncio que Faversani e Schwartz vieram traduzir na FLAP, cada um a partir de sua relação particular com o autor e seus textos. Os participantes discutiram como Trevisan transformou Curitiba em um universo ficcional tão particular que a cidade real e a cidade literária se tornaram inseparáveis. Para os dois convidados, ler Trevisan é, entre outras coisas, aprender a ver o que a vida urbana tem de trágico e de cômico — tudo ao mesmo tempo, em poucas linhas.
25/04/2026 (00:00)
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