Sexta-feira
26 de Junho de 2026 - 

STANCHI & OLIVEIRA

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
Dow Jone ... % . . . .
NASDAQ 0,02% . . . .
Japão 1,86% . . . .

Previsão do tempo

Segunda-feira - Rio de Jane...

Máx
32ºC
Min
24ºC
Chuva

Terça-feira - Rio de Janei...

Máx
34ºC
Min
26ºC
Parcialmente Nublado

Quarta-feira - Rio de Janei...

Máx
35ºC
Min
27ºC
Parcialmente Nublado

Quinta-feira - Rio de Janei...

Máx
34ºC
Min
26ºC
Parcialmente Nublado

Controle de Processos

Do roubo da Jules Rimet ao caso Romário: Arquivo do TJRJ preserva capítulos históricos sobre as Copas do Mundo

                                                                 Arquivo Central do TJRJ preserva processo do roubo da Taça Jules Rimet Enquanto a bola rola na Copa do Mundo de 2026 e a Seleção Brasileira se prepara para entrar em campo, uma equipe do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) atua longe dos gramados para preservar outra parte da história do futebol: a registrada nos processos judiciais. Pouca gente imagina que a paixão nacional também ocupa espaço nos arquivos da Justiça fluminense. Hoje, mais de 60 processos ligados ao esporte e a personagens que marcaram época estão preservados pelo Arquivo Central do TJRJ. Entre eles, casos emblemáticos como o roubo da Taça Jules Rimet, disputas envolvendo o álbum de figurinhas dos tricampeões mundiais e o sequestro do pai de Romário. “Temos algumas raridades no nosso acervo, e em tempos de Copa do Mundo, podemos dizer que guardamos uma coleção de processos envolvendo a competição e jogadores que marcaram a nossa história”, afirma o diretor da Divisão de Gestão de Documentos (Diged), Gilberto de Souza Cardoso. Entre os destaques está o processo sobre o roubo da Taça Jules Rimet, entregue em definitivo ao Brasil após os títulos mundiais de 1958, 1962 e 1970. O troféu foi furtado em dezembro de 1983, da sede da CBF, no Centro do Rio e uma das curiosidades envolvendo o processo da Taça foi justamente sua localização dentro do acervo. Segundo Gilberto, o documento, que reúne toda a trajetória do caso, da investigação à condenação dos persos envolvidos, permaneceu por muito tempo sem identificação precisa, mantendo, de certa forma, a tradição do azar que marcou a trajetória da taça.  “Os autos mostram não apenas o crime, mas também a relação afetiva dos brasileiros com a Copa do Mundo”, observa Gilberto. Segundo ele, a preservação desses documentos permite resgatar histórias que ajudam a compreender diferentes momentos do país. “São registros que revelam a trajetória do futebol, das mulheres, da escravidão e de tantos outros temas. Histórias vivas que só os processos judiciais conseguem contar.”   Memória das Copas Com mais de oito milhões de processos permanentes nas áreas cível e criminal, o Arquivo Central do TJRJ preserva não apenas a memória do Judiciário, mas também parte importante da história social brasileira. Outro processo de destaque envolve o álbum de figurinhas ‘Heróis do Tri’, lançado em 1988 em homenagem às conquistas brasileiras nas Copas de 1958, 1962 e 1970. Produzido sem autorização dos atletas retratados, o álbum motivou ações judiciais movidas por ex-jogadores como Jairzinho, Carlos Alberto, Altair Gomes de Figueiredo, Amarildo Tavares, José Ferreira Franco, Moacir Claudio Pinto, Joel Antônio Martins contra a CBF e a Editora Abril por uso indevido de imagem.  “Trata-se de um dos processos mais icônicos do nosso acervo, tanto pela relevância histórica quanto jurídica”, afirma a chefe de serviço Marileia Salazar. Segundo ela, as ações contribuíram para fortalecer a proteção ao direito de imagem dos atletas e influenciaram a evolução da legislação esportiva brasileira, consolidada anos depois pela Lei Pelé (Lei nº9.615 Lei nº 9.615/1998) “Isso é história. Esses processos ajudaram a garantir aos jogadores o direito sobre a própria imagem.” O acervo também guarda o processo movido por Zico contra Romário, em 1999, após declarações e caricaturas consideradas ofensivas exibidas pelo ex-atacante em seu estabelecimento comercial. A ação por danos morais foi julgada procedente em favor de Zico e gerou outros desdobramentos judiciais, como explica a historiadora e auxiliar de documentação do DIGED, Tainara Weber. “Como torcedora do Internacional e amante do futebol, é muito gratificante trabalhar com registros que ajudam a dar visibilidade e preservar a memória das Copas e de seus protagonistas. Eles mostram como os arquivos contribuem para compreender a relação entre o esporte e a sociedade brasileira e uma forma de aproximar o público de sua própria história e da justiça.” Entre os casos de maior repercussão está ainda o processo relacionado ao sequestro do pai de Romário, ocorrido em 1994, às vésperas do tetracampeonato mundial. A comoção nacional provocada pelo episódio mobilizou forças de segurança e ganhou ampla cobertura da imprensa. "Esses documentos retratam a nossa história. É isso que torna esse acervo tão importante e interessante", resume Gilberto. Nos autos judiciais estão registradas informações que ajudam a compreender os personagens, as transformações nas carreiras dos atletas e os contextos históricos do futebol e das Copas em cada época.                                                  Fora de campo, funcionários trabalham para preservar a memória documental brasileira AP/SGCON/DEDIF Fotos: Rosane Naylor/TJRJ
26/06/2026 (00:00)
Visitas no site:  29502464
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia