Com público recorde, TJSP participa da 21ª Virada Cultural e da 24ª Semana Nacional dos Museus
Visitas guiadas e apresentações para 1,8 mil pessoas.
Justiça, cultura e memória caminham juntas na maior cidade do país: neste final de semana, o Judiciário paulista, mais uma vez, integrou a programação da 21ª Virada Cultural e da 24ª Semana Nacional dos Museus. Com isso, abriu suas portas para os interessados em conhecer sesquicentenária história, contada pelo acervo documental e museológico e pela arquitetura. Além das tradicionais visitas monitoradas, o Palácio da Justiça, sede da Corte, e o Palacete Conde de Sarzedas, que abriga o Museu do TJSP, também foram palco de apresentações artísticas, em sintonia com o que aconteceu em persos espaços da Capital.
Nem mesmo o frio que tomou conta de São Paulo impediu um público recorde de participantes: cerca de 1,8 mil pessoas passaram pelos prédios icônicos do Judiciário paulista no sábado e no domingo. No Palácio da Justiça, 1.474 olhos atentos e impressionados com cada detalhe do edifício assinado por Ramos de Azevedo, oficialmente inaugurado em 1942, foram a tônica do evento. Os visitantes percorreram o Salão dos Passos Perdidos, o Salão do Júri, a Sala Advogado José Adriano Marrey Júnior (antigo Salão da Biblioteca) e o Salão Nobre Ministro Costa Manso, sempre acompanhados pela equipe de visitas do Tribunal, que explicou o simbolismo de cada vitral e apresentou um panorama da estrutura do Judiciário paulista e dos números que o fazem o maior do país.
“O Salão do Júri foi o que mais me impactou porque é imponente”, disse Marisa Bartolo, que aproveitou a ocasião para levar ao Palácio o filho, Lorenzo. “Culturalmente, isso tem um viés muito enriquecedor e conscientiza as pessoas sobre a organização do TJSP”, ressaltou. Isabelly Pinheiro, estudante do curso técnico de Serviços Jurídicos, esteve pela primeira vez no Palácio da Justiça e elegeu o Salão do Júri como seu local preferido. “Gostei muito de aprender sobre todos os símbolos e a estética desse lugar”, falou.
A poucos metros de distância, 380 pessoas passaram pelo Palacete Conde de Sarzedas e puderam conhecer desde a história do bairro até a construção do imóvel, no fim do século XIX, além de detalhes de seu processo de restauro, entre 2003 e 2006, e do estabelecimento como sede do Museu, em 2007. Depois, os visitantes percorreram as instalações e se surpreenderam com o vasto acervo que guarda elementos simbólicos do Direito, artefatos da Revolução Constitucionalista de 1932 e exemplares físicos de alguns dos processos mais marcantes do Judiciário paulista, como o Crime da Mala e o assassinato de Almeida Júnior –ambos retratados no Podcast Casos Forenses.
Para Cris Laguna, que visitou o Palacete pela primeira vez ao lado da amiga, Regiane Souza, o passeio foi bastante enriquecedor. “O fato deste Palacete estar tão bem conservado me impressionou. É tudo lindíssimo”, destacou. Moradora da região, Cristina Maria aproveitou a Virada Cultural para conhecer um pouco mais da história do Judiciário no Museu, acompanhada do marido, Luis, e dos netos, Artur e Melinda. “Isso tudo é o máximo, desde os objetos antigos até a forma como tudo é explicado para nós”, contou.
Apresentações artísticas
A arquitetura do Palácio da Justiça também o torna um reduto artístico. Ao longo do final de semana, a sede do TJSP foi palco de apresentações musicais no Salão dos Passos Perdidos e serviu como inspiração para desenhos dos Urban Sketchers Brasil, desenhistas que saem às ruas para reproduzir, com traços, locais históricos das cidades. Willian Ladessa, um dos integrantes do grupo, observou que o Palácio da Justiça sempre foi um desejo do coletivo, e que a virada cultural foi a oportunidade de concretização. “Aproveitamos essa janela para vir aqui, desenhar um dos projetos de Ramos de Azevedo. E fazer isso ao som de ótimas bandas é ainda melhor.”
No final de semana passaram pelo Palácio grupos compostos por artistas jovens, como Quarteto Topre, Brasilidades, Panoramas Ensemble, Quinteto Metais Áureo e Banda Curumins e Orquestra da Pedreira. No Palacete Conde de Sarzedas, as visitas monitoradas foram embaladas pelo som de Jam Sessions conduzidas por Aldo Scaglione, servidor do TJSP, com apresentações de guitarra solo inspiradas no estilo do guitarrista Joe Pass. Também se apresentaram o juiz Josué Vilela Pimentel, o coordenador do Museu, Bruno Bettine de Almeida, e os músicos Quil Dulci, André Growald, Paulo Gaba Neto, Carlos Lima, Elisabete Freire Magalhães e Roberto De Paschoal.
Para coroar o final de semana cultural, o maestro João Carlos Martins e a Bachiana Brasileira realizaram apresentação com repertório emocionante no Palácio da Justiça, que incluiu a Quinta Sinfonia, de Beethoven; a Dança Húngara nº 1, de Brahms; Jesus Alegria dos Homens, de Bach; e Trem das Onze, de Adoniran Barbosa.
Mais fotos no Flickr.
Siga o TJSP nas redes sociais:
www.facebook.com/tjspoficial
www.x.com/tjspoficial
www.youtube.com/tjspoficial
www.flickr.com/tjsp_oficial
www.instagram.com/tjspoficial
www.linkedin.com/company/tjesp